Quando o Senhor tirou o povo do Egito, Ele elegeu um sacerdote. Na verdade, uma família sacerdotal mas por hora, um sacerdote é o suficiente - Arão.

A função do sacerdote era a de representar o povo perante o Senhor, de apresentar as ofertas e cuidar da saúde espiritual do seu povo. Isso perdurou por muitos anos, até que o poder e a riqueza corromperam o sacerdócio. Os sacerdotes passaram a explorar o povo e usar de seu poder e autoridade para em benefício próprio.

Então Jesus veio à Terra. Veio como sacerdote santo, para restaurar o sacerdócio, e, quando da sua morte, o véu do templo se rasgou. Esse véu era a divisa entre os homens e o Senhor, somente o sacerdote podia passar por esse véu e chegar à presença do Senhor. Qualquer outro homem que tentasse se aproximar do Senhor, passando o véu, era imediatamente morto.

Quando o véu se rasgou, deixou de existir essa separação. Agora, pela obra de Jesus, todo homem pode se apresentar ao Senhor sem temer a morte. O sacerdócio deixou de ser exclusividade de poucos, da mesma forma que a expiação pelo pecado deixou de ser pelo Sacrifício de animais. Jesus ofereceu o sacrifício definitivo, pagando por todos os pecadores de uma única vez.

Já não é mais necessária a intersecção do sacerdote para que o Senhor receba a oferta e o clamor do povo. Cada um de nós é, agora, sacerdote santo para, no Nome de Jesus, acessar diretamente o Senhor e conversar, pela oração, com Ele.

Mas o tempo passou, e os homens esqueceram ou reduziram o sacrifício de Jesus, escolheram novos sacerdotes e colocaram sobre eles a sua esperança.

Acontece que esses, ditos, sacerdotes ungidos, também foram corrompidos pelo poder que os homens depositaram sobre eles e fazem o que podem para que o povo continue acreditando que só eles tem acesso ao Senhor.

O pior é que isso parece ser útil para as duas partes: o povo, quando em dificuldades, corre para as igrejas, pede oração e aconselhamento, depois volta para casa ou para as atividades do dia-a-dia. Já os tais sacerdotes, recebem o povo como se, realmente, pudessem fazer algo para ajudar, arrancam o que podem e, se nada melhorar, colocam a culpa no próprio povo e nos seus pecados.

Mas, graças ao Senhor e à sua misericórdia, alguns, poucos, pregadores tem quebrado essa rotina e tem ensinado, nas igrejas, praças, ruas, que nós devemos depositar nossa esperança no Senhor; que o único sacrifício que nós podemos oferecer a Ele é o arrependimento e o pedido de perdão; que não precisamos, e nem temos como, comprar nossa salvação e liberdade; e que, por isso, devemos dobrar nossos joelhos na Sua presença e confessar a Ele nossos pecados para que Ele nos conceda de Sua graça e misericórdia, nos perdoe e nos conceda a honra de poder adorá-lo por toda a eternidade.


Liberdade ainda que tardia...

Vivemos em um mundo onde, talvez o maior, o principal desejo das pessoas é ter liberdade. Liberdade de ir e vir, liberdade de escolhas, liberdade de vestir, enfim, liberdade como direito absoluto. Meu direito. Nesse contexto, observamos diariamente absurdos e desrespeitos a pessoas e instituições. Tudo isso porque eu tenho direito. Sou livre para fazer o que é meu direito.

O problema nisso tudo é que esquecemos de que existe uma outra palavrinha, bem parecida, da qual a liberdade é completamente dependente: a liberalidade. Mas esse esquecimento é proposital, afinal de contas, a liberalidade pode bloquear ou limitar a minha liberdade e, isso, certamente, não vamos permitir.

Liberalidade nada mais é que o meu direito em relação ao outro, a forma como eu autorizo o outro, ou como o outro me autoriza, a gosar da liberdade. Liberalidade é o ato de permitir que outro use o que é meu por direito. Vejamos alguns exemplos simples: Eu sou livre para ir e vir, é meu direito, mas não posso ir e vir dentro da casa de outra pessoa se ela não me liberar para isso, é direito dela. Também sou livre para fazer escolhas, mas não posso escolher quebrar uma vidraça sem que o proprietário me libere para tal, afinal a vidraça é dele e não minha.

Quando escolho exercer a minha liberdade mesmo não tendo liberação, ou seja, quando não há liberalidade para isso, restam as consequências que devem ser assumidas e arcadas. Voltemos ao exemplo da vidraça, se eu quebrar sem liberação do proprietário, terei, obviamente, que pagar outra para ele. Se entrar na casa de alguém, exercendo meu direito de ir e vir, sem liberação, certamente serei expulso de lá.

A questão é que as pessoas, a maioria delas, quer exercer a sua liberdade sem se preocupar se há ou não liberalidade para isso e, o pior, reclamam das consequências dos seus próprios atos. Observe o modo de vestir das mulheres. Elas certamente tem a liberdade de escolha do que vestir e de onde ir. O problema é que não é em todos os lugares onde se pode usufruir da liberdade de escolha do que vestir. Isso gera consequências, geralmente agressões. Nós precisamos pensar antes se a nossa liberdade, principalmente no caso de vestir, não estará gerando liberalidade para que os outros façam uso de sua liberdade de agir.

Por fim, devemos lembrar que a liberalidade me permite ter liberdade de escolha mas que, sempre que eu fizer a escolha errada haverão consequências a serem assumidas. Bom mesmo é usar da liberdade para fazer as escolhas certas naquilo que o Senhor nos dá com liberalidade e sempre respeitar os outros refletindo antes de fazer as nossas escolhas se a minha liberdade não fere a liberdade do outro ou se a minha liberdade não gera liberalidade para que o outro faça escolhas que não me agradam.

De que "Deus" estamos falando

Tenho um amigo que é muçulmano e, em uma de nossas muitas conversas sobre fé e religião, ele falou uma coisa que me deixou pensativo: "Os cristãos costumam dizer que o seu Deus é o único verdadeiro. No entanto, cristãos, judeus e muçulmanos tem o mesmo Deus - o Deus de Abraão". Depois de muita reflexão, cheguei à conclusão de que ele não deixa de ter razão. Ele deixa de considerar que a fé cristã é de que Jesus é o filho de Deus que veio ao mundo para nos dar Salvação mas, ainda em parte, ele tem razão.

A questão que quero tratar aqui não é se Jeová, Alá e O Senhor são ou não o mesmo Deus mas, sim, a forma como não nos damos conta disso em nossas tentativas de evangelizar. Em geral falamos muito de Deus mas não deixamos claro de qual Deus estamos falando. Para exemplificar e clarear o entendimento vou citar um exemplo bem prático, que eu presenciei e que presenciamos semanalmente em nossas igrejas cristãs: Estava em um evento de evangelismo de rua e, quando encerrou a apresentação do grupo de teatro, o lider do evangelismo tomou a palavra e disse "...por favor, abaixem suas cabeças e pensem em Deus...". Eu sei que ele se referia ao Senhor mas, se tivéssemos um muçulmano entre os presentes, em quem ele pensaria? Quem é Deus para ele? Certamente ele pensaria no seu próprio Deus e não no Senhor, como era o desejo do evangelista. Se tivéssemos um umbandista, um ateu, um espirita, em quem eles pensariam? Observe que a idéia de "pensar em Deus" é elevar o pensamento para um contato mais direto com o Senhor. Então, se o indivíduo pensar em um dos deuses do candomblé, será que ele terá um contato mais direto com o Senhor?

Coisa muito parecida tenho visto nas letras das músicas que cantamos em nossas igrejas e dizemos se tratar de louvor. A maioria delas não fala o nome de Jesus ou o nome do Senhor nem sequer uma única vez. Outras tantas falam de Deus mas deixam em aberto para que o ouvinte possa associar a qualquer deus que ele queira.

A história bíblica nos mostra que sempre existiram muitos deuses e os seus adeptos sempre os chamaram por seus nomes: Azerá, Baal, Afrodite, Zeus, Mamom e outros tantos. Muitos cristãos, no entanto, sequer sabem que o nosso Deus tem um nome, que é um nome sobre todo outro nome, que há poder no Nome, e continuam a se referir ao Senhor apenas como Deus. O desafio que tenho impingido a mim mesmo, e que quero deixar aqui para quem quiser fazer o mesmo, é de reconhecer que o Senhor é o meu Deus e chamá-lo pelo Seu Nome, principalmente quando estiver conversando com outras pessoas.

 

"Querido Jesus eu te recebo como meu Senhor e Salvador. reconheço que sou pecador e preciso do teu sangue derramado na cruz do calvário para me purificar de todo pecado e de toda injustiça. Jesus eu te agradeço porque me recebes como eu sou e perdoa o meu pecado. Senhor Jesus eu quero quebrar todos pactos, tratos e contratos que fiz tanto consciente como inconsciente com o inimigo da minha alma, em nome de Jesus. Declaro que a partir deste momento Jesus é o meu único Senhor e Salvador. Escreve o meu nome no livro da vida. Amém! "
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